5 patrimônios culturais religiosos do Espirito Santo

Aqui vai mais uma matéria da escola , sei que voces nao moram aqui no Espirito Santo , mas eu quero postar do mesmo jeito, já que aqui é um estado que muita gente nao conhece a historia e nem conhece os  pontos turisticos ( as vezes acha que é na Bahia - gente burra e ignorante ) . Aqui tem cinco :


Vou começar com um lugar velho que tem aqui na cidade :


1- Em São Mateus, no norte do Estado, o velho porto fluvial com seu casario tipicamente colonial, constitui conjunto arquitetônico de grande valor histórico cujo apogeu sócio-econômico aconteceu no final do Império e começo da República. Foi durante o século XIX, com o aparecimento de grandes fazendeiros, como os barões de Timbuí e  Aimorés, que o Porto viveu sua fase áurea: belos sobrados e casas comerciais, com suas  coberturas em telhas canal e gradios de ferro importados da 
Europa,davam a dimensão econômica e social do Porto.

A partir do início do século XX, a Cidade Alta ganhou importância e os moradores e comerciantes decidiram se mudar para lá. O Porto entra em declínio, com a aristocracia local condenando-o ao desaparecimento, o que foi impedido pela ação das "moças damas", que instalaram nos velhos sobradões luxuosos cabarés. No final da década de 70 surge um movimento em defesa da restauração e revitalização do Porto de São Mateus que ganhou apoio de personalidades da cultura estadual e nacional. A restauração veio na década seguinte e a revitalização encontra-se em processo.




Denominação: Sítio Histórico do Porto de São Mateus
Localização: Município de São Mateus
Proteção Legal: Tombado pelo CEC em 21/10/76, Processo Nº 302/75.  

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2- Santa Cruz em 1836 possuía uma capela rústica - uma casinha com paredes de taipa e cobertura de palhas de palmeira. Em 1857, começou a ser construída a fachada, um imponente frontispício de alvenaria sustentado com estrados de madeira, mantendo os sinos no alto. De longe, se sentia uma boa impressão do frontispício. D. Pedro II, em visita a vila em 1860, escreveu em seu livro de anotações: "O frontispício da Igreja é maior do que esta; iludindo de longe a quem o ver de frente".


Denominação: Igreja Católica

Localização: Avenida Presidente Vargas, nº 239, Santa Cruz, Aracruz.
Proteção legal: Tombada pelo CEC em 29/12/1986, processo 23/85.Resolução nº 01 / 1987 - Conselho Estadual de Cultura.

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3-  Palácio Anchieta foi erguido sobre a estrutura do Colégio e Residência de São Tiago. Oculta em seus alicerces e encerra em suas paredes a obra arquitetônica de maior relevância histórica e social erguida em solo capixaba. Atual sede do Governo Estadual, o Palácio Anchieta localiza-se em frente à escadaria Bárbara Lindemberg, no Centro da Capital. A construção foi erguida no século XVI para ser um Colégio Jesuíta que ali funcionou até 1759. Desde então passou a ser sede do Governo da Capitania, do Governo Provincial e Estadual respectivamente. Durante a gestão Jerônimo Monteiro - 1908/1912 -sofreu intervenções que descaracterizaram suas feições originais.
Na área correspondente à antiga sacristia da Igreja de São Tiago se situa o túmulo do Padre José de Anchieta. A permanência dos despojos do padre em solo capixaba, em verdade aqueles não embarcados na caravela náufraga, entre o Rio de Janeiro e Roma, no ano de 1609, incita devoção, manifesta em preces e romarias. Contudo, em 1734, mais uma vez aberto, retiram-se os últimos despojos do túmulo. 
Constituidor do conjunto histórico mais antigo de Vitória, o Palácio Anchieta se destaca em seu ambiente pela dominância de sua escala, de sua volumetria e de sua linguagem arquitetural. Da mesma maneira, sua história, ao confundir-se com a do Estado do Espírito Santo, a sua encerra homens, idéias e projetos, uma condição antecipada por Luiz Serafim Derenzi para quem "A velha mansão jesuítica falou, fala e falará às gerações do seu passado de esperança [...]. Ela foi a oficina de reparos e é hoje o laboratório de novos métodos para agredir o futuro que está presente".



Denominação: Palácio Anchieta.
Localização: Praça João Clímaco, Centro, Vitória.

Proteção legal: Tombado em 12/03/1983; Resolução nº 02 de 1983 - Conselho Estadual de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 23, à Folha 04. 

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4- Histórico: sua inauguração ocorreu no dia 1º de fevereiro de 1953, durante o governo de Jones dos Santos Neves. O projeto arquitetônico de Francisco Bolonha é integrado à paisagem da Capital pela beleza e ousadia de suas formas. Representa um dos poucos exemplo brasileiros citados no livro Modern Architecture in Brazil de Henrique Mindlin, e no Dicionário da Arquitetura Brasileira dos arquitetos Corona e Lemos.


Denominação: Concha Acústica do Parque Moscoso
Localização: Vitória - ES
Proteção Legal: Tombado pelo CEC em 12/11/86 - processo 06/84. 

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5- Como a Concha Acústica, implantada na face sul do Parque Moscoso, o edifício do Jardim de Infância Ernestina Pessoa, ao norte, é abstrata e geométrica representação da almejada modernização estética da cidade de Vitória. Essa instaurada pela ação do então Governador de Estado Jones dos Santos Neves, como em outras obras executadas no Espírito Santo, está representada pela moderna arquitetura brasileira. Projetados pelo arquiteto Francisco Bolonha, em 1952, para a arquiteta Renata Hermany, a escola e a concha dialogam na clareza de seu caráter, na intrinseca correspondência entre a forma e a função a que se destinam, na qualidade do repertório formal com que foram desenhados e, sobretudo, pelo valor de sua proposta tecnológica, manifesto na escolha do sistema construtivo e, sobretudo, em sua indissociável expressão formal.
Em sua origem, a escola foi implantada em jardim singelamente gramado e ornado pela estátua da professora Ernestina Pessoa. Em seu posicionamento frontal, como guardiã da entrada de seus pequenos usuários, a imagem, como num túnel do tempo, realizava a passagem entre o pitoresco e romântico ambiente do Parque Moscoso e o moderno e racional Jardim de Infância.



Denominação: Jardim de Infância Ernestina Pessoa
Localização: Parque Moscoso, Parque Moscoso, Centro, Vitória.
Proteção legal: Processo de tombamento nº 03/1982. Resolução do Conselho Estadual de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 175, às Folhas 29v e 30v. 

Aqui termina sobre cinco Patrimonios Culturais Religiosos do Espirito Santo .
Espero que tenham gostado , fala pouquissimo de onde eu moro .
Beeijos ;*




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